sexta-feira, 9 de julho de 2010

Brinquedos também amam

Na onda de Toy Story 3, que está detonando nas bilheterias do mundo inteiro, resolvi postar algumas fotos que eu mesmo tirei dos meus brinquedos (menos a barbie) nos seus momentos de descontração.
obs. eles não sabiam que estavam sendo fotografados!

Barbie e a pegada de Extroyer


Extroyer soltando a franga a la macho man

Barbie ajeitando o cabelo

Um gaiato apareceu no meio

UAUUUUUUUUUUU

que pegada Psycho!!!!!!!
-Eu te amo Barbie
- A Barbie é só minha!
 - Você não é de mais ninguém




































segunda-feira, 5 de julho de 2010

Olho grego O fim do mundo Por Renato Janine Ribeiro

Este ano está marcado por tragédias naturais. No dia 1º de janeiro, Angra dos Reis sofreu uma quantidade terrível de mortes, em acidentes pavorosos. Em abril, foi a vez de Niterói. Mais uns dias, e um vulcão na Islândia parou o tráfego aéreo na maior parte da Europa. O medo se difunde – o medo de algo tão horrível que poderia ser o fim do mundo.
Hoje, é difícil alguém sustentar que Deus está tão encolerizado com a maldade dos homens que virá nos castigar por ela. Mas durante muito tempo se viveu sob o fantasma da Arca de Noé: tanto se pecou que as águas devastariam tudo, poupando apenas, quem sabe, os poucos justos. O mesmo se deu, segundo a Bíblia, em Sodoma e Gomorra. E certamente há pessoas de forte religião e pouca reflexão que acreditam nesse cenário, isto é, que o pecado seja a causa de um castigo divino.
Bons e maus. Seria mais ou menos óbvio Deus premiar os bons e punir os maus. Nisso entra o modelo Noé, Sodoma, Gomorra. Mas constatamos, com frequência, o contrário: gente boa que sofre, patifes que prosperam. Aqui entra o modelo Jó.
Homem temente a Deus, Jó é riquíssimo. Mas o diabo diz ao Senhor que Jó só é tão bom devido a sua prosperidade. Deus então autoriza Satã a destruir tudo o que Jó possui. Mas Jó, a todos os que acusam Deus por mau, responde que o Senhor deu, o Senhor tira. (No fim da história, ele recupera tudo o que perdeu). A história de Jó autoriza dizer que os bons sofrem porque Deus está testando a fé, a bondade e as suas virtudes. Em outras palavras, tudo o que sucede – de bom e mau – neste mundo pode ser explicado em termos religiosos. Mas hoje muitos de nós não aceitamos mais essas explicações como suficientes. Podemos crer em Deus, sim, mas queremos algo mais sofisticado – que é a Ciência.
A Ciência. Substituímos, então, uma visão mística por uma científica: as agressões contra a natureza estariam levando a uma série de catástrofes. Essas nada têm de religioso. São, simplesmente, reações naturais.
Um exemplo: há décadas que a cidade de São Paulo vem ocupando as margens dos rios com avenidas que chamamos, ótimo duplo sentido, de “marginais”. Quando chove muito, elas se inundam. Mas, na verdade, elas não são nossas: pertencem ao rio. Seul devolveu as marginais ao rio Cheonggyecheon, que tinha virado um esgoto impermeabilizado. São Paulo, enquanto isso, neste começo de 2010, impermeabilizou ainda mais as margens do Rio Tietê... É a crônica de uma destruição anunciada. Contudo, aqui surgem duas questões delicadas.
Será um mito? A primeira: será que, por trás da preocupação com a destruição da natureza, pulsará um novo milenarismo? ‘Milênio’ é uma palavra que indica um tempo – redondo, exato, múltiplo de mil: o ano Mil, em que o mundo ia acabar, o ano 2000, em que nossos computadores iam se apagar. Uma data, portanto, na qual devem ocorrer coisas portentosas. Podem até ser boas. Mas a maior parte de nós receia calamidades: o mundo destruído, nossos arquivos deletados.
Existirá um poderoso modelo mental que nos faz temer o futuro e inventar um passado admirável? O sonho com a “idade de ouro” em que não havia poluição, em que nossos alunos eram atentos, as pessoas, respeitosas, as cidades, seguras... não é que tudo isso esteja errado: mas é que omite a miséria que havia, a saúde ruim, a educação má, a expectativa de vida baixa. Então, é justo ter cautela quando tudo se reveste dos tons do apocalipse. Nem apocalipse nem paraíso, eis a condição humana.
Assim, críticos da Ecologia e defensores do desenvolvimento a qualquer custo alegam que estaríamos presos a um paradigma que faz crer na iminência de um mal fortíssimo, de um milenarismo no mau sentido. Vejam que esse argumento é útil para quem nega que o aquecimento global seja consequência dos abusos humanos. Em vez de mudar as ações que destroem florestas e desequilibram o planeta, mudaríamos nossa cabeça, que acha que tais atos são destrutivos.
Renato Janine Ribeiro é professor titular de Ética e Filosofia Política na Universidade de São Paulo (USP)
www.renatojanine.pro.br

Será verdade? A segunda perspectiva é mais assustadora. Reconhece, como a grande maioria dos cientistas, que o aquecimento global deve muito à ação irresponsável do homem. A presença do homem no mundo é recente se comparada com o tempo de existência do universo. Já ouviram a comparação da vida do universo com um relógio de 24 horas, no qual a existência humana ocuparia apenas os últimos minutos – ou segundos? Pois é. Se assim for, por que nossa espécie não sumirá um dia, como tantas outras?
O fato é que a Ciência tem apurado, com rigor nunca antes visto, riscos sérios que estão diante de nós. Também é verdade que ela exige mudanças em nossa conduta, se quisermos salvar nosso mundo. E, além disso, essas alterações farão um mundo melhor. Alguém tem dúvida de que o desperdício está longe de ser uma virtude ética?
Não precisamos ver, nas calamidades de Angra, Niterói e do vulcão islandês, um castigo de Deus, ou sequer a resposta imediata da natureza à devastação humana, mas podemos perceber que cuidados são necessários. Um novo e interessante espaço de discussão está crescendo, mundo afora, de pessoas que querem reduzir, reutilizar e reciclar. Uma responsabilidade com o mundo está substituindo, a meu ver com vantagem, as antigas lealdades confinadas ao Estado Nacional. Enfim, se nos tornarmos cidadãos globais, fará parte de nossa cidadania uma ética que respeite a natureza de uma forma talvez inédita.

domingo, 4 de julho de 2010

Reflexão

Existe em cada um de nós uma necessidade especial: seja ela de carinho, atenção, afeto ou simplesmente de liberdade. Devemos acreditar na verdade que está dentro de nós, mas não devemos praticar a falta de atenção em aprender o que realmente acontece com nossos sentimentos. Por isso, encontramos pessoas desarvoradas e sem entender o que realmente desejam fazer com suas vidas.

Para que possamos encontrar nosso espaço devemos socializar nossos pensamentos, nossos sonhos e desejos de crescimento. Estamos cabisbaixos e inertes com o que acontece dentro de nossas casas. Nossos filhos precisam aprender o valor da conquista, da liberdade e da infância.

Brincar, correr, cair, machucar, perder e ganhar! Isso é o que falta a eles: descobrirem a realidade da vida antes que a infância se perca no emaranhado de dúvidas, desajustes e desequilíbrios, criados por não darmos limites corretos e fundamentais. Há um grande erro entre nosso nascimento e o nascimento de nossos filhos!
      
Nossos pais deixaram de nos ensinar alguns valores que um dia foram cobrados por nossos avôs. Nasceram novos conceitos de educação, de participação dos jovens com o meio, porém não aprendemos a lidar com a investida moderna contra o bem da existência de nossa prole.

É verdade que a tecnologia ampliou fronteiras, quebrou limites e deixou o mundo mais próximo de nós. E o que aconteceu com as famílias, os lares, o respeito, a paciência, a educação e os valores? Ficaram para trás, presos a um passado que ainda cobra de nós uma atitude digna e verbalizada.

Responsabilidade não é algo divisível a muitas outras pessoas. Um pai deve exigir que os filhos demonstrem interesse para o que estejam fazendo ou aprendendo em suas vidas. Uma mãe não deve ser uma protetora em excesso, pois a sua realidade deve ser passada com justiça e legitimidade.
     
Devemos manter no seio de nossos lares uma relação saudável, confiante e respeitosa. Se tivermos coragem para ensinar, praticar e exigir iremos realizar o que de mais correto podemos fazer por nossos filhos.

Para toda ação cabe uma reação! Um horizonte igual para todos! Essa é a visão que devemos desejar aos nossos semelhantes e a nós mesmos. Temos que aprender a diagnosticar que o erro começa exatamente dentro dos nossos lares, dentro das casas e nas “famílias de bem”.

Tudo é normal e condizente quando temos valores que nos auxiliam a seguir sem temer o futuro que ainda viveremos. Para que não choremos ou façamos chorar, devemos agir com a intensidade justa, com a energia correta e a verdade que não traga para o nosso lar a mentira das ruas. Temos direitos e deveres que bem equilibrados ajudarão a dar limites justos à sagrada vida de nossas famílias.
(Foto: Divulgação)

Eder Roberto Dias

O colunista ministra palestras a dependentes químicos e dedica a maior parte de seu tempo ao universo das letras. Além da publicação O Amor Sempre Vence..., da Editora Gente, ele já escreveu 5 livros inéditos e mais de 1.5 mil poesias.

Além da habilidade com a escrita, Eder é uma pessoa bastante sensível e consegue identificar as manifestações de fatos não visíveis aos olhos. A cada semana, o escritor irá trazer um texto reflexivo para os leitores aplicarem ao seu cotidiano.