domingo, 4 de julho de 2010

Reflexão

Existe em cada um de nós uma necessidade especial: seja ela de carinho, atenção, afeto ou simplesmente de liberdade. Devemos acreditar na verdade que está dentro de nós, mas não devemos praticar a falta de atenção em aprender o que realmente acontece com nossos sentimentos. Por isso, encontramos pessoas desarvoradas e sem entender o que realmente desejam fazer com suas vidas.

Para que possamos encontrar nosso espaço devemos socializar nossos pensamentos, nossos sonhos e desejos de crescimento. Estamos cabisbaixos e inertes com o que acontece dentro de nossas casas. Nossos filhos precisam aprender o valor da conquista, da liberdade e da infância.

Brincar, correr, cair, machucar, perder e ganhar! Isso é o que falta a eles: descobrirem a realidade da vida antes que a infância se perca no emaranhado de dúvidas, desajustes e desequilíbrios, criados por não darmos limites corretos e fundamentais. Há um grande erro entre nosso nascimento e o nascimento de nossos filhos!
      
Nossos pais deixaram de nos ensinar alguns valores que um dia foram cobrados por nossos avôs. Nasceram novos conceitos de educação, de participação dos jovens com o meio, porém não aprendemos a lidar com a investida moderna contra o bem da existência de nossa prole.

É verdade que a tecnologia ampliou fronteiras, quebrou limites e deixou o mundo mais próximo de nós. E o que aconteceu com as famílias, os lares, o respeito, a paciência, a educação e os valores? Ficaram para trás, presos a um passado que ainda cobra de nós uma atitude digna e verbalizada.

Responsabilidade não é algo divisível a muitas outras pessoas. Um pai deve exigir que os filhos demonstrem interesse para o que estejam fazendo ou aprendendo em suas vidas. Uma mãe não deve ser uma protetora em excesso, pois a sua realidade deve ser passada com justiça e legitimidade.
     
Devemos manter no seio de nossos lares uma relação saudável, confiante e respeitosa. Se tivermos coragem para ensinar, praticar e exigir iremos realizar o que de mais correto podemos fazer por nossos filhos.

Para toda ação cabe uma reação! Um horizonte igual para todos! Essa é a visão que devemos desejar aos nossos semelhantes e a nós mesmos. Temos que aprender a diagnosticar que o erro começa exatamente dentro dos nossos lares, dentro das casas e nas “famílias de bem”.

Tudo é normal e condizente quando temos valores que nos auxiliam a seguir sem temer o futuro que ainda viveremos. Para que não choremos ou façamos chorar, devemos agir com a intensidade justa, com a energia correta e a verdade que não traga para o nosso lar a mentira das ruas. Temos direitos e deveres que bem equilibrados ajudarão a dar limites justos à sagrada vida de nossas famílias.
(Foto: Divulgação)

Eder Roberto Dias

O colunista ministra palestras a dependentes químicos e dedica a maior parte de seu tempo ao universo das letras. Além da publicação O Amor Sempre Vence..., da Editora Gente, ele já escreveu 5 livros inéditos e mais de 1.5 mil poesias.

Além da habilidade com a escrita, Eder é uma pessoa bastante sensível e consegue identificar as manifestações de fatos não visíveis aos olhos. A cada semana, o escritor irá trazer um texto reflexivo para os leitores aplicarem ao seu cotidiano.

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